Neuropsicólogo e professor Frank Duarte fala sobre medo, angustias e saude mental de atletas durante a pandemia

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Medo, incertezas, depressão, problemas emocionais podem ser grandes obstáculos para um atleta em competições durante o período da Pandemia. O receio de ser contaminado pelo Corona Vírus tem afetado a performance e a qualidade dos atletas. O Neuropsicologo e professor Frank Duarte fala sobre o assunto hoje no Resenha CM.


Logo no inicio da resenha Frank fala sobre os problemas emocionais durante a Pandemia na área do esporte. “A pandemia trouxe a sensação de incerteza e insegurança a toda população, em especial às pessoas que trabalham com atividades que necessitam o contato direto com outros indivíduos, seja no campo da saúde, educação, assistência e também no esporte. Quem pratica de forma esporádica ou como hobby tem a escolha de não o fazer como forma de cautela e cuidado, diferente dos atletas que em muitos casos em busca de atender as condições de contratos, patrocinadores ou dos técnicos, necessitam participar das competições. Como poucas atividades esportivas são práticas de forma individual ou sem contato físico, o medo, a angústia, a insegurança, puderam ou ainda podem, fazer parte da rotina dos profissionais do esporte, durante a pandemia”.


Distanciamento e isolamento social causaram o afastamento de atletas de suas atividades, treinamentos, competições. Sendo assim causando ansiedade e um certo receio ou medo “O isolamento social pode-se dizer que alguns atletas não estranharam à considerar os momentos de concentrações, preparação e reclusão que eles mesmos se permitem para que estejam melhores preparados, no entanto, a diferença é que nestas circunstancias estarem isolados era uma ESCOLHA, diferente do momento atual no qual é uma NECESSIDADE. Isso pode provocar sensações de ansiedade até desenvolver sintomas ansiogênicos. Tudo aquilo que nos exige ou nos obriga, tendenciamos a não querer fazer, da mesma forma um atleta pode se sentir coagido ao ter que entrar em campo, na quadra, na piscina ou tatame, para participar de uma competição”.


Competições esportivas coletivas já foram liberadas por autoridades para serem realizadas em boa parte do Brasil, como é o caso do futebol. Frank fala sobre a saúde mental dos jogadores. “Em especial no campo do futebol, recentemente tivemos um caso em que os atletas não queriam participar de eventos esportivos de grandes renomes. Vimos algumas seleções, agora nos Jogos Olímpicos não participarem de alguns eventos de aglomeração. Já pensou, enquanto toda uma nação está evitando contato, mantendo o distanciamento ele precisa ir a um movimento contrário, de produzir o contato físico e correr o risco de contaminar-se ou contaminar alguém da sua família. Quase que similar ao que os profissionais da saúde sentiram e ainda sentem, quando vão para os hospitais, clínicas e UBS’s. Isso força um prejuízo na organização psíquica e mental, podendo ser compreendido como um abuso psicológico”.


No final da resenha Frank fala sobre como superar todos os obstáculos e empecilhos de medos e incertezas. “Em primeiro momento, como grande parte das recomendações é de afastar-se do objeto que lhe causa perda de saúde mental. Claro que por vezes, esta ação é impossível, o que nos exige obter uma destreza e mecanismos de como lidar com os problemas ou condições estressantes. Uma forma de melhor e minimizar os sofrimentos é acalmar as angústias como por exemplo, listar quais são os medos e fantasmas que podem provocar o medo. Com base nesses itens listados encontrar informações e conhecimentos que sejam uma resposta para o medo, por exemplo: “O atleta tem medo de se contaminar”, portanto, pode se precaver de certificar o exame dos outros atletas, sua condição física. No entanto, sabemos que mesmo isso pode não auxiliar no processo de melhora da saúde mental. Em alguns casos além da psicoterapia para aprender a lidar com as adversidades, alguns podem fazer uso de medicamentos com o acompanhamento de um médico especialista”.

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