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Tiago. “Basquete é tudo para mim. É lar, terapia, trabalho. Não me imagino fazendo outra coisa”.

A história de Tiago no basquete é marcada por persistência, coragem e um sonho claro: viver do esporte e, por meio dele, ajudar a família. Natural de Sete Lagoas, Minas Gerais, onde nasceu em 15 de outubro de 2004, o atleta construiu seu caminho longe dos holofotes, mas sempre com muita dedicação.


O primeiro contato com a bola laranja veio de forma simples e despretensiosa. Entre os 13 e 14 anos, Tiago começou a jogar basquete nos tradicionais “rachas” da cidade, ao lado de amigos. Foi ali, nas quadras abertas, que ele aprendeu os fundamentos do jogo e despertou o desejo de ir além.


Poucos meses depois, surgiu a primeira grande oportunidade: uma peneira no Olympico Club. Aprovado, Tiago deu o primeiro passo na carreira como atleta federado. Junto com a chance, vieram também os desafios. A distância da família, a mudança para outra cidade, o fato de não conhecer ninguém e as dificuldades financeiras marcaram o início da trajetória competitiva. “Foram momentos difíceis, mas essenciais para meu crescimento”, relembra.


O apoio familiar sempre foi combustível fundamental. Tiago faz questão de destacar o incentivo constante da mãe, do pai, dos irmãos e dos amigos. Mais recentemente, esse suporte se ampliou com a namorada e a família dela, que também caminham ao seu lado. “Todos são muito importantes pra mim e sempre me deram forças quando precisei”, afirma.
Dentro de quadra, a inspiração sempre teve nome e sobrenome: Russell Westbrook, especialmente na fase de auge do astro da NBA. A intensidade, a entrega e a agressividade no jogo do armador norte-americano influenciaram diretamente o estilo do atleta mineiro.


A primeira competição oficial foi o Campeonato Metropolitano Sub-15, da Federação Mineira, embora Tiago não se recorde da primeira cesta. Ao longo dos anos, acumulou experiências importantes em torneios como a Federação Mineira Sub-15 e Sub-17, Classificatória CBI Sub-19, LDB 2023 e 2025, Federação Paulista Sub-18 e Sub-20 e o Campeonato Paranaense Adulto.


Na bagagem, Tiago soma passagens por equipes tradicionais do cenário nacional: Olympico Club, Apagebask, Cetaf, uma breve passagem pelo Arobas, Araraquara e, atualmente, Campo Mourão Basquete. Entre os principais títulos conquistados estão a Copa ES Adulto, o 66º Jogos Regionais, a Liga Metropolitana e a NCB.


Vestindo a camisa do Campo Mourão, o atleta vive um momento especial. “Está sendo uma ótima experiência. A equipe é muito unida e fiz ótimas amizades”, destaca. Um dos jogos mais marcantes da carreira aconteceu justamente pela equipe mourãoense, na LDB 2025, contra o Caxias. Após uma sequência de derrotas, Campo Mourão venceu por 73 a 72, com grande atuação de Tiago, que anotou 19 pontos e 8 rebotes.


Alguns lances também ficaram eternizados na memória. Um deles foi sua primeira rebodunk na LDB: após uma tentativa frustrada de toco em um companheiro, Tiago subiu forte, pegou o rebote e cravou. Outro momento inesquecível foi um toco decisivo contra o Sesi Franca, no Paulista Sub-20, quando correu a quadra inteira para isolar a bola para fora no contra-ataque adversário.


Ao longo da carreira, enfrentou adversários de peso, como Pinheiros, Franca e Paulistano, considerados por ele os mais difíceis de jogar contra. Sobre treinadores, prefere não eleger um único nome: “Tive ótimos treinadores, e com cada um aprendi algo essencial para minha formação”.


Com olhar crítico e consciente, Tiago analisa o basquete nacional como um esporte de alto nível técnico, mas que ainda sofre com a falta de investimento e estrutura, principalmente nas categorias de base — realidade ainda mais dura no basquete feminino. Já o basquete mourãoense, ele define como um projeto ambicioso e promissor, que luta para retornar à elite de onde não deveria ter saído.


O maior aprendizado que o basquete trouxe para sua vida vai além das quadras: acreditar em si mesmo. “Tudo depende do quanto você se dedica e se esforça”, resume. E quando fala do significado do esporte, não deixa dúvidas: “Basquete é tudo para mim. É lar, terapia, trabalho. Não me imagino fazendo outra coisa”.
Com pés no chão, coração grato e sonhos grandes, Tiago segue escrevendo sua história — uma cesta, um toco e um jogo de cada vez.

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