Nosso quadro Guerreiro das Artes Marciais de hoje conta a historia de mais um destaque das artes marciais do Jiu Jitsu que representa Campo Mourão em diversas competições estaduais nacionais, levando a cidade nas primeiras colocações. Mais uma vez o nosso site valorizando nossos atletas das artes marciais que treinam e ralam muito, lutam, enfrentam adversidades em busca de sonho de estar no topo e representar a cidade onde moram.

E o inicio da trajetória de Lucas nas artes marciais acontece em 2011 com 14 anos. “Até essa idade nunca tinha me interessado por artes marciais, era um pouco sedentário, só jogava vídeo game e treinava futsal na associação da Copel com o professor Ronaldo, comecei o jiu jitsu em 2011, com meu professor João Guedes, as aulas eram na academia XPLAY, o intuito era apenas emagrecer e melhorar o condicionamento físico para jogar futsal e em menos de um ano já havia trocado uma quadra por um tatame.”
Sempre com apoio da família nas artes marciais, o pai foi o grande influenciador e o professor a grande inspiração. “Influência do meu pai, a princípio eu não demonstrei interesse, dizia que não gostava sem nunca ter feito uma aula, e meu pai insistiu para eu fazer pelo menos um mês para poder saber se eu gostava ou não. Inspiração foi Meu professor João Guedes, chegar aos 60 anos fazendo tudo que o velho faz é brincadeira”.

Na oportunidade Lucas fala sobre as dificuldades, desafios e o grande sonho. “Dificuldade foi Conciliar o jiu jitsu com os estudos na época da faculdade e uma cirurgia no joelho aos 18 anos, que acabou me desanimando de treinar. Acho que a princípio todo mundo sonha em ganhar um mundial ou um título brasileiro, mas hoje só quero repassar o que aprendi e venho aprendendo ainda e poder estar ativo treinando e competindo quando possível até quando o corpo aguentar.”
Lucas lembra da primeira competição. “ Foi em Presidente Prudente em 2012, eu tinha uns 9 meses de treino apenas, a sensação do arbitro erguendo seu braço quando vence é inexplicável, fiquei em terceiro lugar, mas desde então queria aquilo pra minha vida”. Lucas participou de diversas competições, dentre elas: Brasileiro, sul brasileiro e vários opens da federação brasileira. E as conquistas foram Open da CBJJ e alguns campeonatos da região.
O guerreiro das artes marciais de hoje lembra de um titulo inesquecível. “Um campeonato em Maringá, eu ainda lutava de juvenil, era faixa verde, 17 anos e fui lutar na categoria adulto, fiz 5 lutas e acabei ganhando”. E tem um golpe que não sai da memória também. “Um armlock (chave de braço) com 30 segundos de luta quando era faixa azul em um campeonato em Sarandi”.

O nosso convidado lembra do melhor treinador e os ensinamentos que aprendeu com ele. “Rodrigo Feijão, nosso Mestre de Maringá. Uma fala dele em uma graduação da equipe a alguns anos atras “O que for fazer da vida que faça de verdade” . Outro fato importante para o Lucas foi quando recebeu a faixa preta. “Foi Gratificante, foram 13 anos, foi um momento marcante, foram anos se dedicando”.
O atleta fala de como são os treinamentos e o que costuma fazer antes de uma luta. “É a melhor parte, se preparar para uma competição, abrir mão de algumas coisas para render melhor nos treinos. Antes de uma luta escuto música e tento me distrair”.

No final da resenha Lucas o que é o Jiu Jitsu na vida e os ensinamentos que a modalidade trouxe pra sua vida. “É um estilo de vida, o praticante acaba mudando a sua rotina, começa a se alimentar melhor, controlar o sono, tudo para poder treinar bem durante a semana. Ensinamentos são muitos, resiliência, todos os dias temos algum desafio, uma adversidade no dia a dia e precisamos nos adaptar. Disciplina, você fazer o que tem que ser feito mesmo sem motivação. Todas as pessoas deveriam treinar jiu jitsu ou pelo menos fazer uma aula experimental”.












