Hoje o nosso quadro Cestinha do Resenha traz a trajetória de um dos destaques do Campo Mourão Basquete no ano de 2025, Caio Brandão chega para contar um pouco de sua trajetória vitoriosa na modalidade e seu amor pelo basquete. Mais uma resenha especial que nosso site traz para os amantes do esporte e da bola laranja.

Natural de Florianopolis, Caio desde bebê já estava no meio do basquete. “Desde quando nasci, fui inserido no meio do basquete, meu pai e minha mãe foram jogadores profissionais. A primeira vez que treinei com uma equipe federada foi aos 9 anos, no IBBC (Instituto Baby Basquetebol Cidadania). Foi nesse momento que percebi que o basquete era para a minha vida”.
A família sempre o incentivou e tem com o Pai a grande inspiração para jogar, Caio cita as principais dificuldades, desafios e sonhos. Acredito que seja manter a mente 100% todos os dias. Na minha visão, isso é o que diferencia um atleta profissional de um atleta de base. O maior sonho é poder ser um dos grandes jogadores do Brasil e representar a seleção brasileira um dia”.
Caio atuou pelas equipes IBBC, Círculo Militar, Basket São José, Seleção de Santa Catarina, Flamengo, Unifacisa, Ponta Grossa e Campo Mourão. E disputou o Estadual Catarinense, Carioca e Paranaense, Taça Joinville, Jogos Abertos de SC e PR, Sul-Brasileiro de Seleções, Brasileiro de Seleções, Campeonatos 3×3 (como o Estadual e o CBI), CBI de 5×5, LDB e NBB.
Dentre as principais conquistas estão: Campeão estadual sub-12 pelo IBBC (meu primeiro título),Vice-campeão paranaense adulto por Campo Mourão, Terceiro lugar no NBB pelo Flamengo.

Na oportunidade Caio fala sobre jogar no Campo Mourão Basquete. “Está sendo incrível, um lugar onde me adaptei muito bem. Em Campo Mourão, pude evoluir muito no meu nível técnico e tático, além de desenvolver minha liderança e experiência de jogo. Graças ao Emerson, hoje tenho muito mais confiança no meu jogo”.
O cestinha do resenha desta semana fala sobre a cesta inesquecível. “Meus primeiros pontos no NBB. Foi uma falta e cesta contra o Botafogo. Recebi a bola na linha de três, fingi o passe para a direita e cortei pela esquerda. Abri a passada pelo meio do garrafão e enfrentei o pivô no ar, finalizando de mão esquerda e caindo no chão dois pontos e a falta! Todos os meus companheiros vieram comemorar comigo, e ainda converti o lance livre depois.
O atleta lembra de um jogo inesquecível e mesmo sendo o ponto forte e especialidade, lembra de um toco em uma partida. “Amistoso contra o Orlando Magic, em 2023. Viajei com o Flamengo para jogar contra uma equipe da NBA. Joguei apenas 3 minutos, mas foram os 3 minutos mais inesquecíveis da minha vida. Não tenho muitos tocos, mas teve um que saiu no Top 10 da LDB. Disputei o rebote contra dois jogadores, perdi, e quando o cara achou que ia subir fácil, neguei a subida dele com um toco lindo”.

Durante a sua trajetória Caio lembra com carinho dos principais amigos e adversários que enfrentou na quadra. “Com o basquete fiz vários amigos que levo até hoje no coração, mas tem um que considero mais como um irmão, o Gabriel Machado. Conheci ele quando jogamos juntos no Flamengo, Infelizmente hoje ele não joga mais, mas é um irmão que o basquete me deu, e sem ele talvez nunca tivéssemos nos conhecido. Acredito que os principais adversários deste ano foram Londrina e Pato, os dois times com os quais tivemos mais dificuldade, pela qualidade e experiência dos jogadores. Porém, o time mais difícil que já enfrentei foi o Orlando Magic, da NBA.
Além de atletas Caio fala do melhor treinador e o aprendizado que teve com ele. “Já tive vários treinadores muito bons, mas acredito que o Emerson foi essencial para o meu desenvolvimento como atleta profissional. Ele me ajudou a moldar minha mentalidade de liderança e me ensinou a ter confiança no meu jogo. Mostrou que eu posso ser um grande jogador se trabalhar duro”.

Caio faz uma analise do basquete nacional e mourãoense. “Acredito que o basquete nacional é cheio de grandes jogadores e talentos escondidos. Porém, ainda não é um país com grande investimento no basquete. Infelizmente, por causa disso, vários times brasileiros tanto masculinos quanto femininos tem fechado as portas. Na minha visão, a equipe de Campo Mourão é uma grande equipe. Já disputou ligas nacionais e foi uma das principais equipes dessas competições. Infelizmente, durante a pandemia tivemos dificuldades, mas acredito que Campo Mourão tem força e grandeza suficientes para voltar a ser gigante”.
E no final da resenha Caio fala sobre o que é o que basquete ensinou em sua vida. “O basquete me ensinou a ser resiliente a saber esperar a minha hora, mas sem me acomodar. Continuar trabalhando e me aprimorando para, quando a hora chegar, estar pronto para tudo. O basquete é a minha vida. Acredito que não tenha outra explicação além dessa, eu vivo o basquete e sou muito grato por poder viver do que amo fazer.












