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André Luiz Maciel. “Torcer para o Coxa é amor incondicional, sem saber se a recompensa virá no final”

O quadro Time do Coração traz a história de um apaixonado torcedor do Coritiba, Andre Maciel chega para contar toda emoção de torcer para o Coxa. Com recente título da Série B e o acesso para a Série A André lembra de conquistas, alegrias que teve com o time da capital paranaense. Uma resenha especial que nosso site traz contando mais uma vez o amor de seus torcedores tem pelo time do coração.


O amor pelo Coritiba iniciou na década de 2010 com bons times que o alviverde tinha no Paraná e representou muito bem o Estado em Competições Nacionais. “Sempre tive uma atenção especial pelos clubes do nosso estado. Porém, foi na década de 2010, principalmente no início dela, que o Coritiba Foot Ball Club teve um papel de grande destaque no cenário nacional. O clube chegou a duas finais consecutivas da Copa do Brasil, em 2011 e 2012, ambas perdidas de forma bastante controversa, além de conquistar quatro Campeonatos Paranaenses seguidos, entre 2010 e 2013.Em 2011, o Coritiba também entrou para a história ao alcançar o recorde mundial de maior sequência de vitórias de um clube de futebol: 24 partidas vencidas consecutivamente. Eu nasci em 1998 e, em 2010, tinha apenas 12 anos. Foi justamente nesse período que comecei a entender melhor o futebol e a me identificar com o clube. Com todos esses acontecimentos, posso dizer tranquilamente que foi amor à primeira vitória”.


Um primo da capital foi um dos grandes incentivadores. “Em casa, meus pais nunca foram muito ligados ao futebol, então acabei sofrendo bastante influência dos meus primos. Um deles, o Davi, mora na região metropolitana de Curitiba e é torcedor do Coritiba. Posso dizer que ele foi minha principal influência inicial .Hoje, a situação se inverteu: eu também influencio pessoas. Já consegui converter minha irmã Ana em torcedora do Coritiba e, sempre que posso, tento trazer meus amigos para o lado alviverde”.


Uma das grandes inspirações de André é o jogador Igor Paixão. “ Ele chegou a ser emprestado ao Londrina para disputar a Série C do Campeonato Brasileiro, por não ter espaço no elenco principal do Coxa. Lá, se destacou bastante, retornou ao Coritiba e voltou a brilhar com seus dribles rápidos pela ponta. Esse desempenho o levou a se tornar a maior venda da história do clube, negociado por cerca de 30 milhões de euros. Depois de atuar na Holanda, hoje defende o Olympique de Marseille, na França.


O craque da camisa 10 Alex, o Alex cabeção é o grande ídolo. “ Para mim, o maior ídolo da história do Coritiba é o Alex, o eterno “Menino de Ouro”. Um verdadeiro piá do Couto, que teve passagens marcantes por clubes como Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, da Turquia — onde, inclusive, foi homenageado com uma estátua. Mesmo encerrando a carreira ainda em alto nível, decidiu retornar ao clube que o formou com o objetivo de conquistar um título. E conseguiu: foi campeão paranaense em 2013, sendo o artilheiro da competição com 15 gols.


Andre lembra de dois gols que ficaram marcados pra ele. “ O primeiro é o gol do Sebastián Gómez no clássico do primeiro turno de 2025. Um jogo extremamente simbólico, em um momento de reconstrução do clube, vencendo o maior rival fora de casa, o que deu ainda mais peso e emoção ao lance. O segundo é o gol do herói improvável do acesso de 2019: Wanderley. Ele marcou contra o Vitória, garantindo a vitória e confirmando o acesso do Coritiba naquele ano. Um gol que representou alívio, superação e retomada após um período difícil do clube”.


Torcedor vive de alegrias, decepções e com Andre e o Coxa não é diferente, ele lembra das duas situações. A maior alegria foi, sem dúvida, o título do Campeonato Paranaense de 2013. Além da conquista em si, o time vivia uma sequência incrível de vitórias e alcançou o quarto título estadual consecutivo. Já a maior decepção foi o rebaixamento em 2023. O clube havia recebido investimentos com a chegada da SAF, montou o elenco mais caro de sua história, mas não respondeu dentro de campo. O resultado foi um rebaixamento precoce para a Série B”.


Na oportunidade Andre faz uma avaliação do Coritiba nos últimos anos. “Com a venda da SAF em 2023, criou-se muita expectativa em relação a títulos e contratações de peso. No entanto, no primeiro ano da SAF, veio o rebaixamento, e no segundo não conseguimos o acesso.Já no terceiro ano, a Treecorp — apesar de ter muito dinheiro, mas pouca experiência no futebol — decidiu mudar sua estratégia e vender parte da empresa para investidores mais experientes no ramo. O resultado foi positivo: conquistamos o título da Série B e hoje estamos montando um elenco competitivo para disputar a Série A”. Ele cita ainda o título inesquecível. “O título mais inesquecível para mim é o Campeonato Paranaense de 2013, pela presença do Alex e de outros grandes jogadores. Também não posso deixar de citar o título do Campeonato Brasileiro da Série B de 2025”.


Durante a resenha ele lembra da rivalidade com o Athetico Paranaense e ainda lembra de um clássico que ele ficou feliz e um outro que deixou ele triste. “A rivalidade por sermos da mesma cidade torna tudo mais intenso. São dois grandes clubes que viveram momentos distintos nos últimos anos, mas hoje a disputa segue viva — com um sendo campeão e o outro vice. Em 2020, como de costume, os times se encontraram na final do Campeonato Paranaense. No jogo de ida, o Coritiba perdeu por 1 a 0, com gol aos 45 minutos. Já no jogo de volta, no Couto Pereira, o Coxa vencia por 1 a 0, com gol do zagueiro Sabino, até os 45 minutos do segundo tempo.O goleiro Santos fazia inúmeras defesas e o Coritiba dominava a partida, até que, novamente aos 45 minutos, o lateral Khellven acertou um chute no ângulo. Dois minutos depois, Nikão virou o jogo. Perdemos não só a partida, mas também o título. O momento mais feliz foi no primeiro jogo da Série B de 2025, lá no “Condor” — apelido carinhoso que damos à Arena da Baixada. Foi um jogo amarrado, com poucas chances, e o Coritiba venceu por 1 a 0, com gol de Sebastián Gómez. O coxa Não pode perder de maneira nenhuma para o Athletico. É um clássico, e a proximidade entre os clubes faz com que tudo seja ainda mais impactante.


André lembra das experiencias no estádio acompanhando o Coxa. A primeira vez que vi o Coritiba no estádio foi como visitante, no campo de Engenheiro Beltrão, pelo Campeonato Paranaense. No Couto Pereira, fui pela primeira vez em 2019, em um jogo da Série B, pela 23ª rodada, contra o América-MG, vitória por 2 a 1. A ultima também em 2019, no Couto Pereira, contra o Oeste, pela 33ª rodada da Série B. Vitória por 1 a 0”.


Ele lembra das loucuras que fez pelo time do coração e o titulo que mais comemorou. “ Não sou de fazer grandes loucuras, mas gosto de contar que tenho uma coleção com quase 50 camisetas do Coritiba, entre modelos de treino, camisas de jogo, edições especiais e personalizadas. A que mais comemorei foi a mais recente: o título do Campeonato Brasileiro da Série B. Já fazia muito tempo que não tínhamos um grande motivo para celebrar, e esse título coroou o ano”.


O torcedor de hoje do Time do Coração lembra de uma historia que ficou marcada. “ No Campeonato Paranaense de 2024, fomos até Cianorte apoiar o Coxa em um momento difícil. Chovia bastante, havia poucos torcedores visitantes, e o fotógrafo oficial do clube resolveu nos dar uma moral: tirou uma foto nossa e postou no Instagram oficial do Coritiba. Se procurar, eu estou lá”.


Na série A deste ano, André fala das perspectiva do time para o ano. “Com os pés no chão, sabendo que acabamos de subir da Série B, mantivemos a base campeã e estamos fazendo contratações pontuais. A expectativa é ir bem no Paranaense, quem sabe brigar pelo título, e buscar uma vaga na Copa Sul-Americana pelo Campeonato Brasileiro”.


No final da resenha fala o que é ser torcedor do Coritiba. “É valorizar os valores da nossa terra, entender que nem tudo de bom precisa vir de fora. É apoiar um clube competitivo, que faz festa nas arquibancadas e teve a maior média de público do campeonato passado. Torcer para o Coxa é amor incondicional, sem saber se a recompensa virá no final”.

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