Lambari celebra bicampeonato do Campo Mourão Futsal e revive memória do título de 2006

A conquista do bicampeonato da Copa Sul de Futsal pelo Campo Mourão Futsal, neste sábado, não emocionou apenas os jogadores, comissão técnica e torcedores que acompanharam a decisão. Para quem ajudou a escrever uma das páginas mais importantes da história da equipe, o título também trouxe de volta lembranças de uma campanha marcada por superação, união e amor à camisa. Um desses personagens é Anderson Lambari, integrante da equipe que conquistou a Copa Sul em 2006. Ao acompanhar a nova geração mourãoense levantar novamente o troféu, Lambari não escondeu a emoção e destacou a importância da conquista para a história do futsal da cidade. “Foi muito emocionante, pois não é fácil chegar em decisões desse nível. É lógico que passa um filme pela cabeça, pois a nossa conquista também não foi fácil”, relembrou.

A campanha de 2006 ficou marcada por episódios que até hoje permanecem vivos na memória dos jogadores. Naquela época, segundo Lambari, os atletas conciliavam o futsal com o trabalho durante o dia e os treinamentos à noite. “Em 2006, nossa equipe todos trabalhavam durante o dia e treinavam à noite. Não tem como esquecer o momento em que tivemos que empurrar o ônibus durante a viagem para jogar a semifinal em Palotina”, recordou, com bom humor.

E o desafio daquela semifinal era enorme. O adversário era a tradicional Jhon Deere, de Horizontina, equipe que havia sido campeã gaúcha em 2005 e terminado na terceira colocação da Liga Nacional daquele ano. Ao chegar ao ginásio em Palotina, o técnico Beto Souza reuniu os jogadores e deixou uma mensagem que, para Lambari, foi determinante para a postura da equipe dentro de quadra. “Se for para nós vir até aqui e jogar a toalha antes de entrar em quadra, vamos desistir agora. Lá dentro é cinco contra cinco. Tradição nosso time também tem, e isso não entra em quadra.” As palavras surtiram efeito. O Campo Mourão entrou em quadra sem se intimidar diante do peso do adversário e venceu por 3 a 2, garantindo a classificação para a decisão.

Na final, diante do Palotina e jogando em casa, a equipe mourãoense conquistou o título e colocou seu nome na história da competição. Vinte anos depois, Lambari viu uma nova geração repetir o feito. O caminho até o bicampeonato também teve ingredientes de uma campanha histórica. O Campo Mourão terminou a primeira fase de forma invicta, eliminou o Jaraguá atual campeão da Liga Nacional e, na decisão, superou a Chapecoense para voltar a conquistar a Copa Sul.

Para Lambari, ver o troféu novamente nas mãos do Campo Mourão representa muito mais do que uma conquista esportiva. É também a continuidade de um legado construído por diferentes gerações.“Ter sido campeão e ver o time ser campeão novamente me faz ver o quanto nós fomos importantes para a história do futsal da nossa cidade. Assim como a nossa geração queria conquistar os títulos que as gerações anteriores também conquistaram, para poder manter o legado e aumentar a página de conquistas do nosso futsal”, afirmou.

A lembrança do título de 2006, agora acompanhada pela conquista da atual geração, reforça justamente essa ideia de continuidade. Jogadores, treinadores e dirigentes de diferentes épocas ajudaram a construir a identidade do futsal mourãoense e a alimentar a paixão de uma cidade que acompanha de perto a trajetória da equipe. Ao deixar sua mensagem aos atuais atletas, Lambari destacou valores que, segundo ele, precisam continuar presentes sempre que a camisa de Campo Mourão entrar em quadra. “Que continuem vestindo a camisa de Campo Mourão com muita raça, alegria e a vontade de trazer grandes conquistas para essa cidade que ama o futsal.” Por fim, o campeão de 2006 fez questão de dividir os méritos da conquista atual entre todos os envolvidos:“Parabéns, atletas, comissão técnica e diretoria por essa conquista.”

Entre a memória daquele ônibus que precisou ser empurrado rumo à semifinal de 2006 e a festa pelo bicampeonato conquistado agora, existe uma história que atravessa gerações. Uma história construída com trabalho, dificuldades, tradição e, acima de tudo, com a camisa de Campo Mourão como elo entre passado e presente.

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