O dia 19 de fevereiro de 2016 ficou eternizado na memória do esporte mourãoense. Em um momento simbólico para o futsal local, dois gigantes da modalidade se encontraram: Itamar Tagliari, referência histórica de Campo Mourão e do Paraná, e Falcão, considerado por muitos o maior jogador de futsal de todos os tempos.

O encontro aconteceu na Academia Clínisport, pouco antes do amistoso entre a ACMF e o Magnus Futsal, e representou mais do que uma simples foto ou cumprimento: foi a união simbólica de duas gerações que ajudaram a construir e fortalecer o futsal brasileiro, cada um à sua maneira.
Falar de futsal em Campo Mourão é, inevitavelmente, falar de Itamar Tagliari. Nas décadas de 80 e 90, ele esteve à frente de projetos que marcaram época, especialmente com a tradicional Família Tagliari e a escolinha que formou inúmeros atletas. Seu trabalho elevou o nome do município ao cenário estadual e nacional, acumulando títulos e, principalmente, formando cidadãos por meio do esporte. Itamar não apenas conquistou troféus, ele construiu bases. Plantou sementes que ajudaram a consolidar o futsal como uma das principais modalidades esportivas da cidade.

Do outro lado, estava Falcão, multicampeão por clubes e pela Seleção Brasileira, protagonista de jogadas históricas e dono de um talento que encantou o mundo. À época, o craque defendia o Magnus Sorocaba e se preparava para mais uma disputa da Liga Nacional. Sua presença em solo mourãoense mobilizou torcedores e amantes do esporte, que puderam ver de perto um atleta que ajudou a transformar o futsal em espetáculo.
Naquela noite, o Ginásio de Esportes Valternei de Oliveira, no Lar Paraná, recebeu um grande público para o amistoso entre a ACMF e o Magnus Sorocaba. A partida simbolizava o início de uma nova estrutura para o futsal de Campo Mourão e a preparação da equipe para o retorno à Chave Ouro do Paranaense em 2016 comandados pelo professor Marcio Rinaldo.

O evento foi uma realização da Clínisport e da Atak Propaganda, de Maringá, com apoio do Município de Campo Mourão e outros parceiros.Dentro de quadra, o Magnus venceu por 6 a 2. Os gols da equipe paulista foram marcados por Pixote (2), Falcão, Rodrigo, Xande e Rafael. Augusto anotou os dois gols da equipe mourãoense. Mais do que o placar, porém, o que ficou foi o espetáculo e a atmosfera de valorização do futsal.
O aperto de mãos entre Itamar Tagliari e Falcão representou a conexão entre a base e o topo, entre quem construiu o alicerce local e quem alcançou o estrelato mundial. De um lado, o formador, o incentivador, o homem que ajudou a estruturar o futsal em Campo Mourão. Do outro, o artista da bola, o ídolo de milhões.

Dez anos depois, a imagem desse encontro segue viva como um símbolo de orgulho para o esporte mourãoense — prova de que grandes histórias também nascem e se fortalecem fora dos grandes centros, impulsionadas por paixão, trabalho e visão de futuro.












