O craque da Bola está especial porque traz mais uma historia de um craque mourãoense de futsal que representou muito bem a camisa de Campo Mourão em diversas competições. Desde a escolinha do Mario Paulista até a equipe adulta da cidade Rherverson Machado sempre honrou a camisa com jogada, dribles e gols e hoje ele conta um pouco de sua trajetória em nosso site para mais uma entrevista com um craque do futsal.
E tudo começou no Ginásio da Vila Urupês. “ Não me lembro ao certo, tinha cerca de 7/8 anos na escolinha de futsal do folclórico Mário. Foi onde aprendi os primeiros fundamentos do futsal, e as regras e a bola ainda eram do antigo “futebol de salão” conheci diversas crianças, inclusive você, que não tirava a camisa do Corinthians (risos)

Rheverson fala das dificuldades e das primeiras competições. “Dificuldades de participar de mais competições a nível estadual, para conquista de experiência e aparecer no cenário estadual, pois não havia participação! As primeiras competições já foram quando já estava estudando no colégio unidade polo, onde disputava alguns campeonatos do SESC, promovido pelo professor Moreira, e os jogos escolares.
O sonho de Rheverson sempre foi ser jogador e teve como ídolos Manoel Tobias e Falcão no futsal e Ronaldo Fenômeno no futebol, e a inspiração do saudoso e grande amante do futebol João Batista pai de Rheverson. O craque de hoje atuou pelas equipes. “Campo Mourão, Umuarama, Corinthians de Araçatuba, Guarapuava, Rio Branco Paranaguá , Paranavaí, e Tapejara e pitanga pela chave bronze. E teve conquistas importantes da Copa Sul e Jogos Abertos em 2006.
Durante a resenha Rheverson fala da conquista dos Abertos em 2006. “A disputa foi nos pênaltis contra Pato branco, estávamos ganhando de 2×0 , sofremos o empate com dois pênaltis marcados, com o empate a disputa foi para os pênaltis. Assim cobrei o último pênalti que foi o decisivo do título, e converti!!! meu pai estava assistindo ao jogo! Foi bastante emocionante.

Um outro jogo que ficou na memoria foi Campo Mourão e Marechal Rondon nos Jogos Abertos em 2007. “Saímos perdendo de 1ª 0, aí entrei no jogo e acabei fazendo 4 gols e ganhamos o jogo de 5×2 na estreia dos Jogos Abertos”.
E por falar em gol ele lembra de dois inesquecíveis. “Campo Mourão e Umuarama, perdíamos de 1 a 0 aí cobrei o lateral rápido para o “esquerda”, que tocou de primeira para o “Fernando”, e eu cortei pelo meio, aí o “Fernando” escorou de peito para mim, que peguei de primeira e mandei na gaveta!! Foi uma jogada maravilhosa tudo toque de primeira, e chutei a bola no ar de voleio!!! Um golaço, foi o empate. Já o gol do Corinthians de Araçatuba contra o Banespa, o jogo estava empatado em 1×1, quando peguei uma bola de contra ataque, acabei driblando 2 jogadores, o segundo drible foi aquele giro com os dois pés em cima da bola , tradicional no futsal, mas difícil de acertar o drible em alguém (risos), e na saída do goleiro dei uma cavadinha (riso), ganhamos do Banespa de 2a1 na casa deles, o time titular deles era m todos da seleção brasileira de futsal na época”.

Rheverson dos adversários mais difíceis de jogar contra e os amigos que fez no futsal. “Conheci muita gente boa, porém hoje não estou mais na área, atualmente foco mais no trabalho e família. Pois não tenho muito contatos mais, tenho contato com o pessoal daqui da cidade, quando nos encontramos a resenha é bem divertida…Paulinho, Esquerda, Nikinha, gelsinho, Weverton, Fernando, Eduardo Jaba etc… Adversários foram vários, principalmente os que disputavam a Liga nacional de Pato Branco, Cascavel, Marechal Rondon, Umuarama, Foz, São Miguel do Iguaçu. O boni era um fixo difícil de driblar ele, de marcar o Anderson Piolho, birojade, vassoura, sol e mãe entre outros que no momento não lembro, tinham muitos (risos)”.
Durante a resenha Rheverson fala e faz uma avaliação do futsal e a diferença de quando ele jogava para os dias de hoje. “Futsal modernizou demais, os atletas estão mais reconhecidos e valorizados, tem mais estabilidade. Campo Mourão hoje é referência no Paraná, e até a nível nacional, em estrutura ( em todos os sentidos! Financeiro, treinamento, transporte, alojamento etc…) nem se comparam na minha época. Um exemplo, é quando estávamos indo para disputar a copa sul, a van quebrou tivemos que empurrar, para chegar ao destino”.
Rogério Mancini e Egídio foram escolhidos como melhores treinadores da carreira. “Os treinamentos diferentes e novos, ajudaram no desenvolvimento e evolução do meu futsal”.
No final da resenha ele fala da importância do futsal e que a modalidade trouxe de ensinamentos pra ele. “Futsal me trouxe alegrias e tristezas…eu me sentia mau valorizado principalmente na parte financeira, e pode ria ter tido mais confiança dos diretores e treinadores aqui de campo Mourão…mas tinha muita paixão pelo que eu fazia, por cada jogo e treinamento, me dedicava ao máximo!!!eu tinha muita vontade de vencer. Ser paciente e procurar sempre melhorar nas deficiências…pois o futsal é um sport muito volátil e dinâmico… então precisava estar focado e tendo eficiência em cada jogada e posição, mesmo que não fosse o seu forte em quadra”!!












