Existem dois ditados no mundo que são “Filho de peixe, peixinho é” e outro que diz que “a fruta não cai longe do pé”, que se adequam muito no esporte e o nosso quadro Cestinha do Resenha de hoje tem tudo a vero hoje ao contar a historia de Raphael Souza, filho do técnico do Campo Mourão Basquete. Mais uma resenha especial para os amantes do baquete e atletas da modalidade que o nosso site traz.

Natural de São José do Rio Pardo, Raphael tem contato com o basquete desde o berço. “ Quando nasci meu pai já era técnico, então o envolvimento com o basquete foi desde sempre, apesar de ter praticado outros esportes como: futebol, tênis, judô e outros, acredito que aos 7/8 anos comecei a ter uma preferência maior pelo basquete. Principalmente por ter sido uma época em que morava com 2 atletas, a influência era grande”.

Sempre com o apoio do pai Emerson e da mãe Viviane no basquete Rafael superou dificuldades, adversidades e os desafios. “ Acho que o maior de todos que sempre soube que teria que enfrentar, seria a altura. Sabia desde o começo que para me tornar um atleta profissional de basquete, tendo 1’70 de altura, exigiria o dobro de dedicação. Raphael revela o maior sonho” Meu maior sonho era me tornar atleta profissional”.
A grande inspiração foram os atletas no Brasil: Marcelinho Huertas e Larry Taylor e Estrangeiro: Kyrie Irving e Isaiah Thomas. Michael Jordan e Alex Garcia são os grandes ídolos.

Na oportunidade Raphael lembra da primeira competição e a primeira cesta. “A primeira que me lembro, foi um festival em Campo Mourão. Me lembro de um jogo contra Goioerê. A primeira cesta de todas não lembro, mas me lembro da primeira vez que acertei uma cesta de 3 pontos. Foi antes de um treino no Rio Pardo, eu tinha mais ou menos 7 anos.

O cestinha do Resenha da semana fala um pouco de sua trajetória. “Comecei no Rio Pardo Futebol Clube, um clube da minha cidade natal, joguei também na Associação Atlética Riopardense, outro clube na minha cidade. Em 2013 fui convocado para seleção paranaense sub13. Me mudei para Campo Mourão em 2014. Em 2019 joguei pelo Círculo Militar do Paraná em Curitiba, 2020 voltei para Campo Mourão e em 2023 joguei minha última temporada pelo Pinda Basquete em Pindamonhangaba (SP)”.
As competições mais importantes que participou foram NBB, Liga Ouro, CBB, LDB (brasileiro sub22) Sul Brasileiro e estaduais (Paraná e São Paulo). Dentre os títulos estão: Campeão Paranaense; Campeão dos Jogos Abertos do Paraná; Vice Campeão dos Jogos Abertos de São Paulo”.
O técnico e pai Emerson foi um grande incentivador e Raphael fala sobre ser treinado por ele. “Acredito que o mais difícil seja separar as coisas, entender que dentro de quadra ele era meu técnico. Em casa sempre conversamos sobre basquete, mesmo como pai, sempre me ajudava, me corrigia e dava dicas. Como treinador, sempre havia uma grande cobrança, mas tudo buscando o meu desenvolvimento, sempre querendo o melhor para mim. Maior aprendizado com ele foi o trabalho duro”.

Destaque do time em diversas competições Raphael fala sobre como foi jogar no Campo Mourão Basquete. “Foi onde passei a maior parte da minha vida, inclusive no basquete. Onde mais aprendi e me desenvolvi, não só como atleta mas como pessoa. Onde aprendi sobre caráter, valores e grande parte das coisas que carrego hoje comigo.
Dentre tantos pontos Raphael fala sobre uma cesta inesquecível. “Cesta de 3 pontos em cima do Gegê aia, 5 vezes campeão do NBB, jogou em times como Flamengo e Corinthians, atualmente gestor do Vasco Basquete, foi contratado pelo Pato Basquete em uma das últimas temporadas. Em um jogo em Campo Mourão contra o Pato, válido pelo campeonato Paranaense, eu tinha acabado de voltar de Curitiba, final de 2019. Como havia acabado de chegar, não tive tanto tempo para treinar com o time, tinha 19 anos e era um dos mais novos, consequentemente não esperava ter tanto tempo em quadra nesse jogo. Mas em uma das oportunidades que tive de entrar, recebi uma bola em boas condições e fui para o 1 contra 1 com o Gegê, consegui criar um bom espaço, voltei para linha de 3 (stepback) e fiz o arremesso. Foi essa jogada que me deu confiança não só terminar com um bom jogo, mas para o restante da temporada”.

Uma partida que não sai da cabeça de Raphael foi contra o São Paulo. “Na volta da equipe profissional do São Paulo na elite do basquete nacional, fizemos um jogo difícil e parelho contra eles no Morumbi. O ginásio estava um pouco vazio, até que no segundo quarto a torcida organizada da Independente chegou fazendo muito barulho e lotou a arquibancada. No final do jogo, com a última posse de bola e o jogo empatado, um dos americanos do nosso time, o Willie Mangum, acertou um arremesso, todo desequilibrado, que chamamos de “floater”, nos últimos segundos, com a bola passando por cima da tabela, para ganhar o jogo. Além de ser meu time do coração, o São Paulo tinha um dos melhores elencos do campeonato, sendo uma grande vitória.
Um toco inesquecível também é lembrado por Raphael. “Em um jogo difícil contra o time de Marechal, no paranaense sub17, onde estávamos em um momento ruim no jogo, eu perdi uma bola no meio da quadra, o armador do time deles foi para a bandeja e eu saltei junto, pegando a bola na tabela. No momento do jogo e para alguém com 1,70 de altura, foi um lance memorável (risos).

Raphael analisa o basquete nacional e mourãoense. “O basquete tem crescido no Brasil, com certa dificuldade sim, mas aos poucos vai ganhando o espaço que merece no nosso país. Acredito que ainda tem muito para melhorar, principalmente quando falamos em desenvolvimento (base). O projeto de basquete em Campo Mourão continua crescendo e melhorando a cada ano. Passaram por anos difíceis, principalmente pós pandemia, mas as pessoas responsáveis pelo projeto estão fazendo um ótimo trabalho para voltar para a elite. E o que na minha opinião é o principal desse projeto, é que assim como me ajudou, ele ajuda muitas crianças e jovens a se tornarem boas pessoas”.

No final da Resenha Raphael fala sobre os ensinamentos e o que representa o basquete na sua vida. “Uma das principais coisas que levo comigo é a disciplina. Eu diria que é minha base. Foi por meio do basquete que me tornei o homem que sou hoje”.
Foto João Pires












