MENU
Previous slide
Next slide

Marlon Oliveira, melhor fixo da LNF e multicampeão nacional e internacional

Hoje nosso quadro Craque da Bola traz a história de mais um nome importante do nosso futsal, Campeão Mundial com a Seleção Brasileira, melhor fixo da Liga Nacional de Futsal, Multicampeão nacional e internacional e um dos responsáveis por levar o Corinthians na final da competição participa falando sobre o amor que tem pelo futsal, conquistas, desafios e muito mais em mais uma super matéria que o nosso site traz para você.


E tudo começou um pouco mais tarde os primeiros dribles, jogadas e gols, mas talento sempre esteve junto com o atleta. “Comecei como toda criança no colégio, jogando nos times da cidade, e depois quando tinha 14 para 15 anos, foi onde eu fiz um teste em um clube na cidade vizinha, que é Canoas, o clube se chama CEPE, e ali sim esse clube tinha categoria de base, e a partir daí eu comecei a jogar em nível estadual mesmo”.


O pai foi o grande incentivador da carreira. “Desde pequeno meu pai sempre teve um time de futebol na cidade e muitas vezes eu incomodei para estar jogando com eles. Então, minha infância toda foi muitas vezes, finais de semana inteiro, em roda de campo, de quadra, assistindo os jogos deles e depois quando estava um pouco maior, pedindo lugar para jogar um pouquinho. Então, acredito que sim, eles foram, foi meu pai, minha mãe, meus familiares que me apoiaram bastante também, me incentivaram, como eu falei, que a gente tem a necessidade no início ali de ter um apoio, principalmente financeiro. Então, com certeza, meu pai, a minha família toda ali foram os grandes incentivadores”.


Uma das grandes inspirações para jogar vem do futebol de campo, com um dos melhores de todos os tempos Ronaldinho Gaúcho. “O que eu gostava bastante de assistir quando era pequeno era o Ronaldinho Gaúcho, até por ser do Sul, por tudo que ele fez, a maneira de jogar, as coisas que ele foi conquistando depois, principalmente a passagem dele do Barcelona, que é inesquecível para todo mundo. Então, comecei nisso ainda, não sabia nem se seria um jogador, não sabia nem se ia jogar futsal ou não. Acompanhava muito o futebol, eu gostava muito do Ronaldinho Gaúcho, mesmo não tendo características de habilidade, assim como ele, mas acho que o mundo inteiro praticamente gostava muito do jeito que ele jogava”.


Durante a resenha ele lembra também dos craques do futsal e grandes inspirações “Eu comecei um pouco mais tarde do que o normal, geralmente o pessoal começa com sete, oito anos já no futsal, eu demorei um pouco mais pra descobrir os jogadores. Claro que eu já havia, já tinha visto algumas coisas do Falcão e acho que o Falcão é o número um pra todo mundo, né? Mas como a minha referência era o pessoal do Sul, de Uber e Carlos Barbosa, e ali tinham os jogadores que eram a grande maioria dos jogadores da seleção. Acho que no início aí eu tinha uma mescla de pessoas que eu gostava, que eu acreditava que seriam referências, também lembro de ter visto bastante coisa do Manuel Tobias. Então, no início maior aí eu acho que eu gostava muito dos dois times que eram os times gaúchos e tinha como referência o Falcão e o Manuel Tobias talvez como os melhores jogadores do mundo. Como são até hoje os nomes mais importantes. Acho que é uma mescla, digamos assim, tendo os dois aí como como auge, digamos, dos jogadores”.


Marlon lembra com carinho da primeira competição. “ A minha primeira de verdade mesmo foi no CEPE, foi um jogo de estadual contra uma equipe que se chama Gaúcho de Porto Alegre, é um clube que tem em Porto Alegre, bem tradicional, tem alguns jogadores da Liga que já jogaram lá, era um formador também. Desse jogo eu lembro muito bem, o nervosismo e de entender um pouco mais o que estava acontecendo, acho que só depois de três, quatro meses que eu foi cair a ficha, digamos, e o primeiro gol, eu não sei dizer, eu não vou lembrar como foi meu primeiro gol no CEPE e bom isso já se passaram vinte e poucos anos, vinte e dois, vinte e três anos né, mas o jogo em si eu lembro e com certeza foi muito bom. Algo inesquecível pra mim, porque ali deu o start, digamos, de entender que uma competição a nível estadual já não tinha nada a ver com o que eu estava acostumado a enfrentar nos colégios ou em torneios da minha cidade”.


O craque da bola de hoje teve passagens pelas equipes Cepe, Ulbra, Vasco da Gama, Beltrão Futsal, Intelli/Orlandia, Ponta Grossa Futsal, Copagril, ACBF, InterMovistar, Palma Futsal, ElPozo, Yeesco e Corinthians. Marlon foi multicampeão sendo vencedor com as conquistas tricampeão da Copa Gramado (ACBF), Tricampeão do Gauchão (ACBF), Paulista (Intelli), Taça Brasil (ACBF), Supercopa (ACBF), bicampeão da Libertadores (ACBF), Liga Nacional 2015 (ACBF), Mundial de clubes (ACBF), Liga Espanhola (InterMovistar), UEFA Champions League (Palma Futsal), Copa das Nações (Seleção Brasileira), Copa América (Seleção Brasileira), Copa do Mundo FIFA 2024 (Seleção Brasileira).


Jogar na Espanha e ser campeão no país foi algo especial na carreira de Marlon. “Decisão de ter ido para a Espanha jogar lá foi a melhor possível que eu poderia ter feito e foi até engraçado porque eu estava em Carlos Barbosa e eu nem lembro se menos de um mês antes, ou umas duas, três semanas antes, eu tinha renovado o meu contrato com a ACBF por três anos e logo em seguida me apareceu a opção de ir por Inter-Movistar. Quando surgiu a opção eu pensei um pouco mas eu realmente gostaria de ter enfrentado esse novo desafio e eu conversei com o pessoal da ACBF e até quando eu acabei renovando eu deixei dito que se surgisse um dos grandes da Europa, da Espanha, de Portugal, a gente teria uma abertura no contrato de conversar e chegar a um acordo. Logo em seguida me surgiu a opção de ir para lá e foi muito bom não só falando da parte esportiva, da parte. Da vida, da parte pessoal também foi muito legal morar, a gente acabou ficando seis anos e meio na Espanha, um filho, meu filho menino que tem dois anos hoje acabou nascendo na Espanha, a minha filha maior que tem oito anos acabou se alfabetizando uma grande parte lá na Espanha, então de maneira geral foi muito legal, muito importante e eu acabei tendo passagem por três clubes legais, importantes de nome na Espanha, o Inter Movistar, o Palma e depois vai ao Pozo e foi muito legal, foi muito legal, acho que eu não trocaria nada do que aconteceu depois da minha saída de Casa Barbosa para lá”.


Ser campeão mundial com a Seleção Brasileira foi coroar a carreira vitoriosa no futsal. “Acho que essa é a sensação mais fantástica que qualquer jogador pode ter, jogar um mundial com a seleção brasileira. Ali estão os melhores e com o Brasil também é diferente, porque o Brasil entra em qualquer competição sendo um dos favoritos, se não o favorito ao título. Então é uma responsabilidade grande, enorme, o Brasil é gigante, então tem muitos jogadores e só de estar sendo selecionado para jogar essa competição já é algo muito complicado. Então eu tive a oportunidade de jogar duas, eu acho que isso me deixou ainda com mais clareza de quando eu estava jogando a segunda, de o quanto é difícil, de o quanto todos os atletas sonham em ser convocados um dia para qualquer jogo e o mundial é o ápice disso. Primeiro que eu participei no caso, a gente fica com a terceira colocação, e depois de 4 anos voltar a jogar novamente. E aí sim, chegar na final e conseguir o título, eu acho que foi o auge da minha carreira ali. É um momento histórico, um momento que a gente nunca, nunca, não tem como esquecer, inesquecível. E eu acho que isso vai ficar marcado para o resto das nossas vidas aí, de quem participou nesse ano de 2024”.


Foi um título que marcou muito sua carreira; “Título inesquecível acho que vai ser o da Copa do Mundo de 2024 com a seleção, mas durante a carreira toda teve alguns que também são muito importantes, com a seleção também a Copa América é bastante importante né, depois com o Clube, se eu botar numa ordem e resumir é isso que eu considero mais importante, acho que com o Palma ganhar a UEFA de clubes foi o mais importante juntamente com o título mundial de clubes da ACBF de 2012, acho que tem relevâncias muito parecidas e por dificuldade também acho que conta muito o título com o Inter Movistar da Liga Espanhola e depois o anterior, no caso o título da ACBF também com a Liga Brasileira, então acho que essas são as coisas mais relevantes que eu tenho de título durante a minha carreira”.


Dentre tantos jogos memoráveis Marlon lembra de alguns inesquecíveis. “Poderia te citar alguns. Durante a carreira 2012, por exemplo, eu joguei a final do Mundial de Clubes com o Carlos Barbosa, com o Inter Movistar. Até então, esse era um jogo muito importante. Depois, em 2015, a gente consegue vencer a Liga também com o Carlos Barbosa. Também foi outra coisa muito marcante. Mais pra frente, eu vou pra Espanha e acabo jogando com o Palma. A gente joga uma final de Champions. O Palma nunca tinha nem jogado a Champions. A gente consegue chegar na final, acaba jogando o último jogo em casa contra o Sport, que era um dos melhores times naquele momento. A gente consegue o primeiro título do Palma Futsal, sendo ainda um dos melhores títulos que se possa dizer como possível de clubes, a UEFA Champions League. Então, até o momento era isso. Mas, se eu tiver que optar em um, não tem como não dizer que o mais importante foi. Foi o jogo do Mundial da Copa do Mundo de 2024, contra a Argentina, onde tudo favorece é uma final contra o nosso maior rival. O horário foi um horário bom para a transmissão no Brasil também, eu acho que a gente chegou às oito lá e no Brasil era meio dia, um domingo meio dia, o pessoal estava por casa, conseguiu acompanhar, eu acho que foi uma transmissão altíssima, muita gente realmente estava torcendo e acompanhando, o futebol não estava muito bem, então o futsal era um momento de alegria naquele momento ali e tudo aconteceu da melhor maneira possível, a gente conseguiu também depois de uma Copa do Mundo anterior ter perdido para eles, ter ficado com a terceira colocação na Copa do Mundo de 2024, na seguinte a gente consegue chegar na final e ser campeão, então com certeza esse é. Mais importante que eu tenho, a competição mais importante que se pode jogar. Eu até penso muito que só de tudo estar numa Copa do Mundo já é muito difícil. E com a seleção brasileira ainda é mais complicado ainda, pela quantidade de jogadores que tem, e tu chegar numa final ser campeão, então tem que estar tudo bem alinhado pra funcionar. Então com certeza o meu jogo mais importante, o jogo inesquecível, é esse jogo da Copa do Mundo de 2024”.


Um gol que não sai da memória também é lembrado. “Acho que pelo contexto geral, meu primeiro gol com a camiseta da seleção brasileira foi bem marcante. Eu lembro que era jovem, ansiedade de jogar e tudo, e daí quando veio me aparece a oportunidade de fazer o gol, eu lembro que o nervosismo era o mais alto possível. Então, nem é um gol plástico, nem nada, mas poderia citar alguns gols de calcanhar, alguma coisa assim de voleio, que eu gosto de tentar bastante. Mas não é nem pela plasticidade, sim pelo contexto geral, então acho que para mim o gol inesquecível que eu tenho em mente, o que me gerou mais ansiedade, talvez desconforto e medo de falhar, talvez pelo contexto geral, foi meu primeiro gol com a camiseta da seleção brasileira”.


Em 2025, Marlon foi um dos responsáveis levar o Corinthians a final da Liga Nacional. Ele fala de jogar no time do Parque São Jorge. “A temporada no Corinthians foi muito legal, foi melhor do que eu esperava. Cheguei no final da temporada, que é mais difícil ainda, porque até tu te encaixar, te adaptar ao estilo de jogo, conhecer os teus colegas, conhecer o trabalho do treinador, a maneira de jogar o sistema, isso geralmente demora, demanda tempo. Então eu não tinha esse tempo, por sorte os jogadores, a comissão técnica, o treinador conseguiram enxergar isso e me ajudar muito nisso, a que acelerasse um pouco esse processo. Então acabei ganhando talvez mais minutos do que um jogador ganharia no início de temporada, até para acelerar esse processo. E eu acho que foi bem legal para ambas as partes, tanto para mim quanto para o Corinthians, porque acho que a gente se encaixou bem ali, consegui me adaptar rápido. E conseguir estar ajudando realmente da maneira com que eu gosto de jogar, com as minhas características, podendo estar exercendo mais com uma função, talvez também poder estar ajudando no dia a dia com algumas coisas que a experiência já nos ajuda, um pouco mais de uma visão extra quadra, digamos, e aí isso acho que eu pude aportar bastante com a minha chegada no Corinthians”.


O craque lembra dos treinadores que marcaram sua carreira e também os ensinamentos. “eu vou ter que dizer alguns nomes assim, porque são treinadores com características distintas, mas foram, são importantíssimos até hoje no futsal. Meu início de carreira, meu último ano de venil, eu peguei o PC como treinador, e o PC naquele momento era treinador da seleção brasileira, então ele é um dos treinadores mais importantes que eu tive. Mais pra frente, quando eu fui pra Espanha era o Velasco, o Velasco hoje é o treinador da seleção espanhola, então dá pra ver que também é um nível altíssimo assim. Depois disso, acabei pegando o Vadílio, que hoje em dia se tornou um dos, ele no momento ainda era um pouco mais jovem, mas até hoje dá pra ver que o Palma tem muita coisa boa e conseguiu o que conseguiu até o momento, muito graças a ele, então ele também é um dos melhores treinadores. Que eu já peguei. E o Marquinhos Xavier que por alguns anos na CBF e depois com a Seleção Brasileira com certeza tá nessa lista e é um dos caras que com certeza me ajudou muito, fez eu crescer para um nível aí que talvez eu nem imaginava, fez eu ganhar os títulos mais importantes, me deu a oportunidade de jogar duas Copas do Mundo e eu sou muito obrigado por ele e com certeza ele também é um dos melhores treinadores que eu já pude ter durante alguns anos. Olhando hoje, né, de tudo que já passou, foi tentar absorver um pouco de cada treinador que eu tive. Cada um tinha talvez uma característica diferente, uma maneira diferente de trabalhar, às vezes com visões opostas, mas que se tu pegar o melhor de cada um, essas visões aí vão fazer em que tu evolua, que tu melhore. Eu acho que foi isso que eu sempre tentei fazer. Tentar absorver, tentar filtrar as melhores coisas de todos os treinadores possíveis e juntamente com isso tentar melhorar e a cada ano que é passando, cada mês, cada treino, cada jogo, tentar evoluir o máximo possível. Acho que era isso, meu, o maior ensinamento que eu tinha sobre era tentar sempre respeitar, fazer as coisas corretas e absorver o máximo possível para aprender. Acho que todos os dias a gente pode aprender algo. E passar por treinadores diferentes e desse nível, dessa qualidade, me fez somente crescer e melhorar”.


No final da resenha Marlon fala da importância do futsal e o aprendizado que a modalidade trouxe pra ele. “O futsal pra mim foi, e está sendo ainda uma das melhores coisas da minha vida. Eu já estou mais da metade da minha vida dentro do futsal e ele me fez ter um nível de vida, uma qualidade de vida totalmente diferente do que se eu não tivesse incluído na modalidade, digamos. Através do futsal que eu conheci em inúmeros lugares, tenho muitos amigos, culturas diferentes, muitas viagens que eu nunca faria se eu não tivesse com os clubes, não teria condição talvez de fazer tanta viagem, conhecer tantos países diferentes, ter amigos de países diferentes, de outras culturas, aprender a lidar, aprender a respeitar principalmente a hierarquia, o teu colega, a quem tá ao teu lado, ao momento, entender todo esse contexto geral que. Futsal gera. Então com certeza o Futsal acho que mudou totalmente a minha vida e é uma das coisas mais importantes que eu tenho. Tenho muita noção disso e sou muito grato por ter uma vida como eu tenho hoje e ter conhecido tanta coisa muito pelo Futsal”
Marlon escala os melhores que jogou com ele
Time que já joguei em Clubes…
Goleiro – Lavoisier
Fixo – Ortiz (Espanha)
Ala esquerdo – Ricardinho (Portugal)
Ala direito – Pito
Pivo – Rafa Santos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *